Compra e Venda de Precatórios Federais, Estaduais e Municipais – CCMG Gestão de Investimentos

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BANDNEWS INVESTIMENTOS – Precatórios e REFIS no Rio de Janeiro. (EP1)

BANDNEWS INVESTIMENTOS – Precatórios e REFIS no Rio de Janeiro. (EP1)

O videocast Band Investimentos, parceria da BandNews FM Rio com a CCMG Gestão de Investimentos, estreia com um tema que tem despertado grande interesse: o uso de precatórios para adesão ao REFIS no Estado do Rio de Janeiro.

Apresentado por Christiano Pinho, o episódio recebe o advogado Gilson Viegas, que explica como os precatórios podem ser utilizados como ferramenta estratégica para regularização fiscal, trazendo oportunidades tanto para empresas quanto para pessoas físicas.

Entenda como funciona, quais são as regras e quem pode se beneficiar.

Inscreva-se no canal e não deixe de comentar.

Apresentação: Christiano Pinho
Convidado: Gilson Viegas
Parceria: BandNews FM Rio e CCMG Gestão de Investimentos

CCMG Gestão de Investimento
📞 Telefone: 21 96684-9198 (Whatsapp)

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O perigo real que ameaça o seu crédito e por que agir agora pode ser sua única defesa

A Proposta de Emenda à Constituição nº 66/2023, prestes a ser aprovada, representa um golpe sem precedentes contra quem possui precatórios a receber. Sob o pretexto de “sustentabilidade fiscal” e “previsibilidade orçamentária”, o que está sendo instituído, na prática, é um modelo de dívida pública perpétua, que esvazia a efetividade das decisões judiciais, reduz drasticamente o valor real do seu crédito e retira qualquer horizonte concreto de pagamento.

📊 Estoque e novo regime de pagamentos

Hoje, o estoque de precatórios estaduais e municipais em atraso já soma impressionantes *R$ 193 bilhões. Com a nova regra, segundo estimativas do BTG Pactual, esse montante poderá saltar para *R$ 883 bilhões na próxima década. Não por acaso: a PEC cria um teto anual de pagamento entre apenas 1% e 5% da Receita Corrente Líquida de cada ente federativo, substitui a taxa Selic por IPCA + 2% ao ano em juros simples (ou Selic, se menor) e, pior, revoga o prazo final para quitação, antes fixado em 2029. Na prática, não haverá mais compromisso temporal para que o Estado quite o que deve — e você ficará na fila por tempo indeterminado.

📉 Impacto imediato nos pagamentos

Esse cenário não é mera hipótese: se a PEC já estivesse em vigor em 2024, os pagamentos cairiam de R$ 30,7 bilhões para R$ 17,8 bilhões. Em números frios, significa que mais da metade do que deveria ter sido pago simplesmente deixaria de ser pago.

⚠️ Efeitos para o credor

O efeito é devastador para o credor originário. Seu direito, que já foi reconhecido por sentença judicial definitiva, será artificialmente comprimido. E, para piorar, a PEC autoriza acordos diretos sem qualquer limite de deságio, abrindo espaço para propostas abusivas e desproporcionais. Diferentemente de regras anteriores, que ao menos fixavam um teto de 40%, agora o campo está aberto para reduções ainda mais drásticas, impostas pela necessidade e pelo desespero de quem espera.

🏛️ Garantias constitucionais em risco

Não se engane: isso fere a coisa julgada, o direito de propriedade e a separação dos Poderes. É um ataque frontal às garantias constitucionais e uma consagração do inadimplemento estatal como política oficial. O Estado, que deveria ser exemplo no cumprimento das leis, passará a escolher, sem prazo e com valores rebaixados, o que paga e quando paga.

🔎 Consequências de mercado

O resultado é previsível: desvalorização acelerada do seu crédito, perda de liquidez no mercado e aumento do risco de nunca receber o valor integral. Diante desse quadro, muitos especialistas já alertam: quem esperar pode acabar sem alternativas viáveis no futuro.

⏳ Pressão e perda de poder de negociação

É duro admitir, mas é a realidade: o ambiente que está se formando busca forçar o credor a aceitar condições cada vez piores. A cada mês que passa, seu poder de negociação diminui e a fila cresce. A venda antecipada, que antes poderia ser apenas uma opção, passa a ser, para muitos, a única saída racional para preservar valor e transformar em liquidez um direito que, no papel, é certo, mas, na prática, está cada vez mais distante.

🕒 Urgência

A decisão é sua — mas o tempo, agora, é o seu maior inimigo.

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Vale a Pena Vender um Precatório? Descubra as Vantagens e Oportunidades

Se você tem um precatório para receber, provavelmente já se perguntou: vale a pena vender um precatório? Essa é uma dúvida comum entre credores que não querem esperar anos por um pagamento incerto.

Neste artigo, vamos mostrar por que vale a pena vender um precatório em muitos casos e como transformar esse crédito judicial em dinheiro de forma rápida, segura e sem burocracia.


✅ O que significa vender um precatório?

Vender um precatório é ceder o direito de recebimento de um valor do governo para uma empresa especializada. Em troca, você recebe uma quantia à vista.

Esse processo é chamado de cessão de crédito e é totalmente legal no Brasil. Se você está se perguntando se vale a pena vender um precatório, saiba que essa alternativa tem sido cada vez mais adotada por quem deseja liberdade e previsibilidade financeira.


💡 Por que vale a pena vender um precatório?

A espera por um precatório pode durar muitos anos. Por isso, entender se vale a pena vender um precatório passa por avaliar o custo de esperar versus os benefícios de antecipar esse valor. Veja as principais vantagens:

  1. Liquidez imediata: o dinheiro entra na sua conta no momento da assinatura.

  2. Segurança jurídica: a negociação é feita com respaldo legal e contratos claros.

  3. Planejamento financeiro: ideal para quem deseja investir ou quitar dívidas.

  4. Tranquilidade: você elimina a incerteza e assume o controle do seu dinheiro.


🧑‍⚖️ Quem pode vender precatórios?

  • Pessoas físicas, como aposentados, herdeiros e servidores públicos.

  • Empresas que ganharam ações contra entes públicos.

Se você se enquadra em algum desses perfis, pode sim avaliar se vale a pena vender um precatório e garantir acesso rápido ao valor com apoio da CCMG.


🛡️ Como garantir uma venda segura?

Antes de decidir se vale a pena vender um precatório, escolha uma empresa com credibilidade no mercado, como a CCMG Gestão de Investimentos. O processo funciona assim:

  1. Você envia os dados do precatório

  2. A CCMG avalia e apresenta uma proposta personalizada

  3. Você assina o contrato com suporte jurídico

  4. Recebe o pagamento no ato da assinatura da cessão de crédito

Tudo é feito com clareza, suporte completo e sem complicações.


🚀 Por que a CCMG é a melhor escolha?

Se você já decidiu que vale a pena vender um precatório, a CCMG é sua parceira ideal. Atendemos com transparência e agilidade em todo o estado do Rio de Janeiro e além.

Oferecemos:

  • Avaliação gratuita

  • Atendimento humano e consultivo

  • Apoio jurídico do início ao fim

  • Pagamento imediato


🔎 A decisão está nas suas mãos

Se você ainda está se perguntando se vale a pena vender um precatório, pense nas possibilidades: quitar dívidas, investir, realizar um sonho ou simplesmente ter mais liberdade.

Com a CCMG, você tem confiança, suporte e retorno financeiro imediato.

👉 Clique aqui e descubra quanto seu precatório vale agora mesmo

 

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💰 Como Funciona a Compra e Venda de Precatórios no Brasil? Entenda em 5 Minutos

A compra e venda de precatórios é uma prática legal, segura e cada vez mais procurada por quem deseja antecipar o recebimento de um valor que o governo deve pagar — mas que pode demorar anos. Se você quer entender como funciona a compra e venda de precatórios, este artigo vai te explicar de forma clara tudo o que você precisa saber antes de tomar qualquer decisão.

Com o aumento da busca por soluções financeiras mais eficientes, muitos brasileiros estão recorrendo à venda de precatórios para evitar a espera interminável. A boa notícia é que esse processo é mais simples e vantajoso do que parece — desde que feito com responsabilidade e apoio de especialistas.

 


📜 O que é a compra e venda de precatórios?

Antes de mais nada, é importante entender o que são precatórios. Eles são ordens de pagamento emitidas pela Justiça quando o governo (municipal, estadual ou federal) é condenado a pagar uma dívida. Porém, o pagamento costuma levar anos. É aí que entra a possibilidade de venda desse crédito judicial para uma empresa especializada.

Ou seja: você, como credor, cede seu direito de receber esse valor no futuro e, em troca, recebe uma quantia à vista, negociada com base no valor atual do precatório e outros critérios. Essa operação é chamada de cessão de crédito, e é 100% legal e regulamentada no Brasil.

 


⚙️ Como funciona a compra e venda de precatórios na prática?

O processo é mais simples do que parece:

  1. Avaliação – Uma empresa como a CCMG Gestão de Investimentos analisa o seu precatório.

  2. Proposta – Você recebe uma oferta baseada no valor nominal, prazo e risco jurídico.

  3. Assinatura de contrato – Um documento de cessão de crédito é elaborado com validade jurídica.

  4. Pagamento à vista – Após os trâmites, você recebe o valor negociado na sua conta.

Esse processo é feito com segurança jurídica e acompanhamento especializado.

 


🎯 Por que vender um precatório?

As vantagens são várias. Entre os principais benefícios da venda de precatórios estão:

  • 💰 Liquidez imediata – Receba à vista e tenha acesso imediato ao seu dinheiro.

  • 🔐 Redução de riscos – Evite mudanças nas regras, instabilidade política ou calotes.

  • 💼 Planejamento financeiro – Use o valor para investir, quitar dívidas, abrir um negócio ou realizar sonhos.

  • 🧠 Tranquilidade emocional – Livre-se da ansiedade e da incerteza sobre quando (ou se) o governo vai pagar.

Quem entende como funciona a compra e venda de precatórios percebe que essa pode ser uma escolha estratégica, especialmente em momentos de crise ou necessidade.

 


👤 Quem pode vender precatórios?

  • Pessoas físicas: aposentados, servidores públicos, herdeiros etc.

  • Empresas: com decisões judiciais favoráveis contra entes públicos.

A venda é permitida após a expedição do precatório, e pode ser feita a qualquer momento.


💸 Quanto vale meu precatório?

O valor pago por um precatório no mercado varia conforme:

  • 💼 Tipo: federal, estadual ou municipal.

  • ⏳ Tempo estimado para pagamento.

  • 📈 Valor nominal do crédito.

  • 📉 Risco jurídico envolvido.

  • 💹 Correções monetárias e juros.

Empresas sérias realizam uma análise completa e transparente antes de apresentar uma proposta. Na CCMG, essa avaliação é gratuita, rápida e personalizada.

 


A venda é legal e segura?

Sim! A cessão de créditos está prevista no Código Civil e é reconhecida pelo STF e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde que haja contrato formalizado entre as partes, com cláusulas claras e assistência jurídica, a transação é segura e válida.

 


🔍 Cuidados importantes na hora de vender

  • Verifique se a empresa possui boa reputação e histórico positivo.

  • Analise o contrato de cessão com um advogado, se possível.

  • Providencie toda a documentação exigida: RG, CPF, certidões negativas, cópia do precatório etc.

  • Evite promessas de dinheiro fácil ou ofertas muito acima do mercado — isso pode indicar golpe.

Negociar com empresas sérias garante segurança, agilidade e confiança no processo.

 


🧾 Conclusão

Saber exatamente como funciona a compra e venda de precatórios pode te ajudar a tomar uma decisão mais inteligente e segura. Essa alternativa oferece agilidade, segurança e previsibilidade financeira.

Se você tem um precatório e quer transformá-lo em dinheiro à vista, fale com a CCMG. Nossa equipe oferece uma avaliação rápida, justa e segura — com todo o suporte que você precisa para fechar um bom negócio.

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3 Desafios dos Precatórios no Brasil: A Nova Farra dos Precatórios

As dívidas reconhecidas judicialmente, chamadas de precatórios, têm sido um ponto de tensão no cenário jurídico e econômico do Brasil. Esses títulos representam valores devidos pelo poder público a cidadãos ou empresas, após decisões judiciais definitivas. No entanto, a gestão e o pagamento desses créditos têm enfrentado desafios crescentes. Recentemente, uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada no Senado, causando ainda mais incertezas para quem tem valores a receber.

1. Incerteza no Pagamento de Precatórios

A nova PEC, proposta pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA) e relatada por Carlos Portinho (PL-RJ), impõe limites ao pagamento dessas dívidas, além de refinanciar dívidas previdenciárias e propor a desvinculação de receitas de municípios em crise financeira. Embora essas medidas sejam justificadas como uma forma de flexibilizar os orçamentos municipais, os credores de precatórios podem ser fortemente impactados. O escalonamento dos pagamentos, baseado na receita corrente líquida (RCL) dos municípios, significa que os credores terão que aguardar ainda mais tempo para receber seus valores. Isso gera uma grande incerteza sobre quando e como esses créditos serão finalmente quitados.

2. Penalização dos Credores

Com a aprovação da PEC em agosto de 2023, a possibilidade de limitar o pagamento das dívidas de acordo com a situação financeira dos governos locais pode prejudicar seriamente os credores. Empresas e cidadãos que já aguardam há anos pela quitação de seus precatórios enfrentarão novos obstáculos. Essa medida, na prática, transforma os credores em financiadores involuntários dos governos, prolongando ainda mais o tempo de espera. Para muitos, isso representa um retrocesso, uma vez que os precatórios são devidos por direito após decisões judiciais definitivas.

3. Desvio de Foco: Precatórios vs. Pauta Ambiental

Outro ponto de atenção nesta nova PEC é a autorização para direcionar até 25% dos superávits financeiros de fundos públicos para financiar projetos ambientais, como transformação ecológica e adaptação às mudanças climáticas. Embora a pauta ambiental seja de grande relevância, muitos veem essa manobra como um desvio do foco principal, que deveria ser o pagamento das dívidas judiciais. Desse modo, os precatórios, que já sofrem com atrasos crônicos, perdem prioridade frente a novas demandas orçamentárias.

Antecipação de Créditos: A Solução da CCMG

A demora prolongada no pagamento de dívidas judiciais pode abalar a confiança de quem depende desses valores. A CCMG Gestão de Investimentos, especializada na compra de precatórios, entende essas dificuldades e oferece uma alternativa segura e confiável para quem deseja antecipar o recebimento de seus créditos. Com mais de 16 anos de experiência, estamos prontos para oferecer uma solução transparente e eficiente, convertendo o valor de seus precatórios em liquidez imediata, sem a necessidade de enfrentar os longos processos impostos pelos governos municipais e estaduais.

O Futuro dos Precatórios no Brasil

Com a PEC já aprovada no Senado e aguardando análise pela Câmara dos Deputados, os credores de precatórios enfrentam um cenário desafiador e incerto. Nos últimos anos, sucessivas emendas constitucionais têm prorrogado os prazos de pagamento, e essa nova PEC representa mais um entrave para quem busca uma solução definitiva. Em vez de resolver o problema de forma rápida e justa, as novas regras tendem a adiar ainda mais a quitação dos créditos.

Se você possui precatórios federais, estaduais ou municipais e está preocupado com essas mudanças, a CCMG Gestão de Investimentos pode ajudar. Oferecemos uma solução ágil para a venda de seus precatórios, garantindo que o processo seja conduzido de maneira clara e justa, permitindo que nossos clientes recebam o valor de seus créditos sem esperar indefinidamente.

Para mais informações sobre o impacto da nova PEC e o futuro dos precatórios no Brasil, leia o artigo completo no Estadão: Nova Farra dos Precatórios.

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‘Devo, não nego; pagarei assim que puder’, diz Guedes sobre precatórios

Guedes defendeu a proposta desenhada pelo governo, de em 2022 honrar de imediato apenas os precatórios de até R$ 66 mil

paulo guedes ministro da economia - CCM INVEST

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira que o Estado brasileiro não tem capacidade para o pagamento dos precatórios, valores devidos a empresas e pessoas físicas após sentença definitiva na Justiça, programados para 2022. Mas, segundo ele, propor o parcelamento de parte dessas dívidas em até dez anos não é um calote. “Devo, não nego; pagarei assim que puder”, afirmou.

Guedes defendeu a proposta desenhada pelo governo, de em 2022 honrar de imediato apenas os precatórios de até R$ 66 mil, como antecipou o Estadão/Broadcast. O restante seria parcelado ou utilizado como crédito pelos detentores dos direitos. Para precatórios acima desse valor, haverá um regime especial de parcelamento em dez anos.

O ministro afirmou que a intenção não é permitir o uso como crédito tributário, para evitar que empresas, por exemplo, deixem de pagar impostos por determinado período, o que colocaria em risco a arrecadação. “Usa os recursos do passado e fica sem pagar imposto por dois ou três anos e colapsa o Estado” disse Guedes.

Guedes disse ainda que a questão do pagamento de precatórios não é recente no Brasil. “Esta maré de precatórios quase afogou Estados e municípios”. Mas que está “otimista e confiante” de que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso ajudarão o governo a resolver a questão.

Em vários momentos, Guedes qualificou a questão dos precatórios como um “meteoro” que surgiu e ameaça a economia. Segundo ele, causas judiciais grandes têm pressionado a capacidade de pagamento do governo federal. “Por um lado, você tem que fazer programa social, dando renda decente. Por outro, tem que respeitar o teto (de gastos)”, alertou.

 

Guedes pontuou ainda que, há um ano, o salto nos valores dos precatórios chamou sua atenção. De acordo com o ministro, o pagamento de precatórios pelo governo federal girou em torno de R$ 13,9 bilhões em 2010, R$ 15,4 bilhões em 2011, R$ 15,1 bilhões em 2012 e R$ 16 bilhões em 2013. No governo Bolsonaro, conforme Guedes, os valores saltaram para R$ 41 bilhões em 2019, R$ 51 bilhões em 2020 e R$ 54 bilhões em 2021.

Para o ano de 2022 – foco da crise citada por Guedes -, o valor a ser pago saltou para cerca de R$ 90 bilhões. “Não sei se dormimos no ponto”, disse Guedes. “Possivelmente, faltou capacidade de autocontrole para todo mundo”, acrescentou, ao responder a uma questão sobre se o governo teria “dormido no ponto” em relação aos precatórios.

Surpresa

O ministro da Economia disse que foi pego de surpresa com o salto que deram os números de sentenças judiciais que determinam os pagamentos de precatórios para empresas e pessoas físicas. “Quando recebemos o relatório do Poder Judiciário, fomos pegos de surpresa com o salto dos números”, contou. Guedes não mencionou os números, mas o ministro do STF, Gilmar Mendes, que também participou do evento, disse que do governo Fernando Henrique Cardoso até hoje as sentenças judiciais saltaram de 200 mil para algo acima de 2 milhões e perto de 3 milhões.

Guedes assumiu que em algum momento o governo dormiu no ponto e não se deu conta do problema, mas fez questão de ressaltar que ele mesmo propôs a criação de Conselho Fiscal da República, composto pelos presidentes de todos os poderes para discutirem, a cada três nesses os rumos das contas públicas.

De acordo com o ministro, independente do que pensa cada presidente dos três Poderes, seria interessante que eles se reunissem a cada três meses para discutir o Orçamento porque cada vez que um deles estabelece uma conta de R$ 100 bilhões, R$ 200 bilhões, isso afeta o Orçamento da União.

Perguntado durante o evento o que acha da proposta para leilões de deságios nos pagamentos de precatórios, o ministro Guedes disse achar interessante porque assim quem tem pressa de receber mais rapidamente parte do capital a que tem direito poderá ser beneficiado.

O ministro disse ainda que a Economia está discutindo com a Justiça e com o Congresso que indicador de inflação será adotado para corrigir os valores dos precatórios que o Governo Federal deve a empresas e pessoas físicas. “Se vai ser IPCA ou IGP-M é o que vamos decidir”, disse.

Paulo Guedes participou nesta terça do debate virtual ‘Dívidas judiciais e ajuste fiscal do governo federal – Como enfrentar o aumento dos pagamentos de precatórios’, promovido pelo site Poder360 e Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

 

Fonte da Matéria: Exame